Deus sempre amou essas criaturas teimosas e rebeldes que insistem em viver conforme as próprias idéias e valores deturpados em nome da independência. Após o ponto de partida da corrupção do homem no jardim do Éden, Deus prosseguiu na tentativa de trazer esses seres para perto dele, mas o pecado que se instaurou com a queda se tornou uma grande barreira entre o homem e Deus. O relacionamento estava comprometido.
A princípio a humanidade desvairada apenas agiu de acordo com as próprias idéias. A degradação foi tanta, que Deus, olhando para toda a humanidade achou apenas uma pessoa que ainda se importava com Ele. Seu nome era Noé. Simplesmente deixar essas criaturas se virarem não deu certo.
Deus decidiu intervir. Mandou Noé construir uma arca e avisou que mandaria um dilúvio. As pessoas, em seu ceticismo e desfrutando da independência, apenas riram de Noé enquanto ele fazia sua arca. A humanidade foi exterminada e de um único justo vieram as novas gerações. Porém, a humanidade continuou em sua busca por independência e a degradação não parou. Fazer novas gerações virem de um único justo também não funcionou.
Foi aí que o Pai adotou uma nação e legislou para ela. As pessoas não conseguiam seguir todas aquelas leis. Mais uma tentativa frustrada.
Deus estava se comunicando através dessas tentativas. Elas foram como aulas onde o Pai estava querendo mostrar algo para a humanidade. Por fim, a maior aula de todas foi lecionada e nela estava a mensagem definitiva. O próprio Criador se fez homem e morreu pelos homens. Nas palavras de C.S. Lewis, "o trabalho pesado - que nunca conseguiríamos levar a cabo sozinhos - foi feito por Jesus. Não precisamos tentar escalar a vida espiritual pela nossa própria força, pois ela já desceu sobre a raça humana.". A mensagem definitiva foi dada na aula final: Sem mim vocês não podem fazer nada!
Se para a humanidade apenas restasse a justiça, não sobraria uma só pessoa sem condenação. Por amor, Deus escolheu um caminho onde a misericórdia triunfa sobre a justiça. Ele se fez homem e morreu pelos homens. "Se simplesmente nos abrirmos ao Homem que a possuiu em sua plenitude, Homem que, apesar de ser Deus, também foi verdadeiramente humano, ele fará a vida espiritual funcionar em nós e por nós.", diz C.S. Lewis.
É simplesmente descabido e absurdo bater o martelo e condenar Deus por qualquer coisa. Ele fez infinitamente mais do que deveria ter feito. Infinitamente mais do que a justiça pediria. Como disse Paul Washer: "Satanás e os anjos caíram e Deus não os enviou salvador. Eles irão para o inferno. Nosso pai Adão caiu e, eu quero que vocês saibam que, se Deus não nos enviasse um salvador e permitisse que toda a raça humana fosse direto ao inferno, Ele ainda permaneceria justo, permaneceria glorioso e permaneceria amoroso.".
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Deus no banco dos réus - Parte 1
Deus é o culpado! Ele criou essa coisa que chamamos de terra, criou vários seres para habitar esse planetinha e então vieram as guerras, torturas, assassinatos brutais, genocídios e crianças desnutridas revirando sacos de lixo. Quem nunca ouviu isso? Renato Russo dizia em uma de suas músicas "vivemos em um mundo doente". Qualquer pessoa que vê o noticiário, passeia a noite nas ruas e vive no mesmo mundo em que viveu Renato Russo pode perceber algo simples: Algo está errado com a humanidade.
Será que somos marionetes controladas por um Deus sádico que castiga a humanidade com mazelas? Creio que a resposta esteja na própria criação. Nós, seres humanos, recebemos algo que se chama livre arbítrio logo que fomos criados. Sempre tivemos o controle das nossas próprias ações. Dentro dessa perspectiva a imagem de pessoas-marionetes fica bastante distante.
O nosso mundo ficou doente quando o ser humano, podendo escolher fazer aquilo que era bom, escolheu o que era mau. A humanidade se corrompeu, por livre e espontânea vontade, e se afastou do Criador passando a ignorar essa relação que antes existia de forma plena. Esses pequenos seres passaram a viver de acordo com suas próprias idéias e padrões morais. As recomendações de Deus passaram a ser ignoradas e a natureza humana foi sendo cada vez mais deturpada. A corrupção a qual me refiro é a origem dos males.
Hoje cada um é deus de si mesmo. Faz o que quer e vive como quer. Deus passou a ser só uma historinha velha e ultrapassada e foi guardado em uma caixinha pequena e empoeirada. A grande questão é: Quando um pai de família leva um tiro na cabeça sem motivo algum, porquê tiram Deus da caixinha empoeirada e colocam a culpa nele?
Será que somos marionetes controladas por um Deus sádico que castiga a humanidade com mazelas? Creio que a resposta esteja na própria criação. Nós, seres humanos, recebemos algo que se chama livre arbítrio logo que fomos criados. Sempre tivemos o controle das nossas próprias ações. Dentro dessa perspectiva a imagem de pessoas-marionetes fica bastante distante.
O nosso mundo ficou doente quando o ser humano, podendo escolher fazer aquilo que era bom, escolheu o que era mau. A humanidade se corrompeu, por livre e espontânea vontade, e se afastou do Criador passando a ignorar essa relação que antes existia de forma plena. Esses pequenos seres passaram a viver de acordo com suas próprias idéias e padrões morais. As recomendações de Deus passaram a ser ignoradas e a natureza humana foi sendo cada vez mais deturpada. A corrupção a qual me refiro é a origem dos males.
Hoje cada um é deus de si mesmo. Faz o que quer e vive como quer. Deus passou a ser só uma historinha velha e ultrapassada e foi guardado em uma caixinha pequena e empoeirada. A grande questão é: Quando um pai de família leva um tiro na cabeça sem motivo algum, porquê tiram Deus da caixinha empoeirada e colocam a culpa nele?
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